Chip em animais

Categoria: Acervo

Autor(a): Júlio Mangussi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co | Cidade: Campinas/SP | 15/09/2017 - 11:07

Uso de identificação por radiofrequência vem se popularizando entre ONGs e programas de proteção de animais
iStock.com/dmitry_k

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Já foram abordadas, em artigo da edição 174 da revista Pet Center, as aplicações possíveis para a tecnologia RFID, que facilita e agiliza processos como contagem de estoque e fluxo de caixa no mercado pet. Nesta edição, explorarei um pouco mais a fundo de outra possibilidade interessante: o uso do recurso para oferecer mais segurança e eficiência nos cuidados do dono com seu bichinho de estimação.

Antes, vamos dar uma recapitulada rápida na definição dessa tecnologia. O RFID é um método de identificação automática por radiofrequência. Ele é formado, basicamente, por três elementos: uma etiqueta com um chip que contém informações sobre aquilo que se pretende identificar; um leitor, que é a máquina utilizada para identificar essa etiqueta; e um software que mostra as informações contidas na etiqueta quando ela é lida. No comércio, o RFID pode ser utilizado como alternativa ao código de barras, possibilitando a identificação de vários produtos de uma única vez.

Mas não são só mercadorias que podem receber a tecnologia. Vem se popularizando em vários países a aplicação de chips RFID em animais de estimação como forma de facilitar a vida do pet e a de seu dono. Do tamanho de um grão de arroz, o dispositivo pode ser afixado na coleira ou aplicado por um veterinário sob a pele do animal com uma seringa, em um procedimento bastante simples. Apesar de ainda não ser tão comum aqui no Brasil, o implante do chip de identificação já é adotado por várias ONGs de proteção a animais e também por programas municipais de cadastramento de pets, além de ser exigido para voos internacionais.

O chip pode conter vários tipos de informações sobre o pet: nome dele, nome do proprietário, endereço, telefone de contato etc. Por isso, a tecnologia é bastante conhecida por facilitar a volta de animais perdidos para suas casas. Ao encontrar um bichinho na rua, a pessoa pode levá-lo a uma ONG ou clínica veterinária que tenha o leitor RFID e, com o equipamento, descobrir os contatos do dono para localizá-lo.

Mas essa não é a única aplicação da tecnologia. O chip pode armazenar também outras informações, como tipo sanguíneo do pet, cronograma de vacinas e vermífugos, alergias, cirurgias pelas quais o pet passou, doenças que já teve, enfim, todo o histórico médico do animalzinho. Isso possibilita atendimentos veterinários mais eficazes e personalizados. A tecnologia pode ajudar o profissional da área veterinária a diagnosticar possíveis doenças, saber quando o pet precisa ser vacinado, definir tratamentos apropriados e ter conhecimento de quais remédios podem ou não ser oferecidos.

Esses recursos podem ser muito úteis também quando o animal vai viajar com seu dono e acaba precisando de uma consulta enquanto está longe de casa. Ao levar o pet a uma clínica que utiliza os recursos RFID, o proprietário tem a segurança de saber que, mesmo não conhecendo o pet, o veterinário que irá atendê-lo terá acesso fácil a todas as informações médicas importantes sobre ele, o que enriquece e qualifica ainda mais o atendimento. 

A identificação de pets por radiofrequência vem ganhando força nos últimos anos e tem se mostrado bastante promissora como mais um exemplo de recurso tecnológico que contribui para a qualidade de vida – neste caso, da vida dos animais de estimação. Por isso, é importante explicar para seu cliente como o chip RFID funciona, mostrar sua importância e orientar sobre seu uso.

 Claudia Adati

Gerente de projetos da empresa Jn Moura Informática - PetMoura

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