É necessário correr riscos

Categoria: Administração

Autor(a): Heliomar Quaresma | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 12/01/2018 - 15:31

“Os riscos em planejamentos tributários são necessários como estratégias de negócio haja vista a alta carga de tributos praticada no Brasil”
iStock/ Gearstd

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Quando o assunto são os impostos, os empresários brasileiros precisam se planejar para vencerem os obstáculos fixados pela carga tributária. 
Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a carga tributária praticada no Brasil é considerada a 14ª maior do mundo, à frente do Reino Unido, do Canadá, dos Estados Unidos e do Japão.

Em uma economia livre, altos impostos significam menos crescimento e desenvolvimento. Na prática, o pagamento de tributos diminui a disponibilidade de moeda no mercado e, consequentemente, o número de investimentos e transações, o que afeta diretamente a demanda e a oferta de produtos e serviços. 
Nesse cenário, as empresas em geral e, principalmente as de negócios pet, buscam alternativas para vencer as barreiras e ampliar os ganhos econômicos. E você, empresário do mercado pet, deve estar se perguntando: Como? Uma alternativa é o planejamento tributário.

Em 2014 a Receita Federal intensificou a fiscalização sobre as operações de planejamento tributário das empresas sob o argumento de que elas estariam praticando um “planejamento tributário abusivo”.  
Contudo, especialistas afirmam que, algumas operações, sempre de formas lícitas, são imprescindíveis para as empresas, tendo em vista que elas têm muitas perdas com as altas taxas de impostos praticadas no Brasil. “Hoje, mais do que nunca, as empresas se utilizam de alternativas tributárias porque a carga fiscal é muito alta. Nesse sentido, é necessário correr alguns riscos para manter-se equilibrado e rentável”, aponta o professor da Institute Business Education – Fundação Getúlio Vargas (IBE-FGV) e mestre em direito tributário, Plínio José Marafon.

Na mesma linha, o sócio-fundador e conselheiro da Associação Brasileira de Consultores Tributários (ABCT) e da Associação Brasileira de Direito Tributário (ABRADT), Alexandre Lopes Lacerda, defende que os riscos em planejamentos tributários são necessários como estratégias de negócio haja vista a alta carga de tributos praticada no Brasil. “A atenção especial aos impostos é uma estratégia para cuidar do negócio. Se essa estratégia não for praticada, a empresa paga mais por não investigar corretamente os tributos”, diz.

 




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EMPRESAS PAGAM MAIS POR FALTA DE CONHECIMENTO
A terceirização das questões de contabilidade contratando escritórios de consultoria que não têm a mínima familiaridade com o mercado pet tem contribuído para o desperdício de recursos e para o aumento da carga tributária paga pelas empresas. Segundo o professor de economia da IBE-FGV, Múcio Zacharias, isso acontece principalmente pela falta de preparo da maioria dos terceirizados, que optam por categorias mais simples de tributação pela facilidade do processo, mas que pesam muito mais no caixa das empresas.

Segundo Zacharias, a maioria dos escritórios enquadra os clientes no regime de lucro presumido, em que o governo presume quanto a empresa terá de lucro com base na sua área de atuação e tributa um valor em porcentagem de acordo com sua atividade. “Isso é mais fácil, mas não demonstra a realidade da empresa. E se o seu lucro for menor que o estimado? A empresa perde recursos e deixa de ganhar créditos e restituições que teria se fizesse um trabalho contábil mais detalhado”, explica. 

O professor explica que o planejamento tributário é o melhor caminho para reduzir impostos sem fugir da legislação. De acordo com ele, uma iniciativa simples, mas que requer paciência, organização e habilidade de um departamento de contabilidade, é a opção pelo regime de lucro real, que detalha minuciosamente todos os investimentos e despesas da empresa. “Esse regime demanda um nível de detalhamento muito grande. Por isso, é importante que as empresa tenham um planejamento tributário muito bem definido. A diferença entre o que ela paga de imposto e o que poderia deixar de pagar ou o que poderia restituir é muito grande em todos os casos analisados, desde a folha de pagamentos até os gastos com terceirizações. Hoje, em um mercado competitivo como esse, quem não planeja está fora”, diz.


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