terça-feira, julho 16, 2024
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NEOINDUSTRIALIZAÇÃO PASSA PELA LOGÍSTICA 4.0

A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL NOS FLUXOS LOGÍSTICOS É UMA NECESSIDADE SE O BRASIL QUISER DE FATO ELEVAR O PATAMAR DE SUA INDÚSTRIA

Imagem de JoeBamz por Pixabay

O Brasil assumiu o conceito da neoindustrialização, processo de modernização e evolução da indústria, enfatizando inovação, compromisso ambiental e integração com cadeias produtivas internacionais, como base para recuperar a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, que nos anos 1980 passava dos 30% e, atualmente, está em 23% (dados de 2022). O termo consta tanto em documentos do Governo Federal como da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para esse processo começar a se concretizar, há um componente fundamental: a logística.
Mais especificamente, a logística 4.0, isto é, a incorporação definitiva aos fluxos logísticos junto às mais avançadas tecnologias da informação. Assim como a indústria promoveu automação das suas linhas de produção, agora caminha para digitalizar também seus fluxos gerenciais e de gestão. Diante desse cenário, a logística precisa com urgência passar por transformação digital, conforme avalia um dos players desse setor, o fundador e CEO da CargOn, Denny Mews. “Muito se fala, em especial na indústria, em ser 4.0. No entanto, não haverá indústria nesse estágio de evolução sem que outros pontos da cadeia alcancem esse patamar. E um desses pontos é o de logística, que faz o elo entre fornecedores, distribuidores, varejo e consumidor final. Não adianta ter uma planta industrial em alto grau de digitalização se esse elo logístico ainda tiver seus fluxos gerenciados manualmente, com dados em planilhas de computador”, diz o gestor da logtech.
Mews explica como a logística 4.0 é indispensável para a neoindustrialização do país. Conforme ressalta o executivo, o conceito de neoindustrialização pressupõe não só automação, aumento da produtividade, redução de custos e ampliação da participação da atividade industrial no PIB. “O conceito estabelece que tudo isso deve ser alcançado primando por inovação, integração com cadeias produtivas internacionais e compromisso ambiental, segundo define a CNI”.
Há 12 anos no mercado, a Base Distribuidora do Nordeste tem sido uma referência em fornecimento de produtos veterinários para o mercado pet nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, segundo explica Cleverton Barreto, diretor comercial da empresa, que tem se destacado não apenas pela qualidade de seus produtos, mas também pela busca contínua pela eficiência operacional e satisfação do cliente. “Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, reconhecemos a importância de estar na vanguarda da logística. É por isso que temos investido significativamente em implementações de Logística 4.0, visando aprimorar nossos processos e oferecer um serviço ainda mais eficiente e personalizado aos nossos clientes”, aponta Cleverson, que possui 22 anos de atuação neste setor.

“Muito se fala, em especial na indústria, em ser 4.0. No entanto, não haverá indústria
nesse estágio de evolução sem que outros pontos da cadeia alcancem esse patamar
diz Denny Mews, fundador e CEO da logtech CargOn”

PILARES PARA NEOINDUSTRIALIZAÇÃO
Nesse sentido, continua o CEO da CargOn, a logística 4.0 contribui diretamente com três pilares citados pela Confederação Nacional da Indústria:
• Inovação, ao incorporar big data;
• Robotização, aprendizado da máquina, inteligência artificial, realidade aumentada;
• Computação em nuvem, integração de sistemas e internet das coisas nos fluxos de entrada, saída e transporte de mercadorias. Nesse contexto, a adoção da logística 4.0 possibilita uma integração eficiente e sustentável das cadeias produtivas, reduzindo impactos ambientais e promovendo uma resposta ágil às demandas do mercado. “A logística 4.0 pode reduzir impactos ambientais ao otimizar fluxos, minimizando o tráfego de caminhões utilizando rotas mais eficientes, além de oferecer monitoramento e transmissão de dados em tempo real para evitar congestionamentos e bloqueios no trânsito, já que o monitoramento e a transmissão de dados e informações são disponibilizados online e em tempo real. Enfim, são inúmeras as funcionalidades”, ilustra Mews.
Ainda de acordo com o especialista, os investimentos em logística estão na pauta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que integra representantes do poder público, da indústria e de outros setores produtivos, de tecnologia e inovação e dos trabalhadores. “A logística é o item que mais pesa no chamado ‘Custo Brasil’, que inviabiliza a competitividade da indústria nacional. Portanto, sem enfrentar os gargalos desse setor, não há como melhorar a competitividade da indústria nacional”, sublinha o CEO da CargOn.

“Em um mundo cada vez mais digital e interconectado, reconhecemos a importância de estar na vanguarda
da logística. É por isso que temos investido significativamente em implementações de Logística 4.0, visando aprimorar nossos
processos e oferecer um serviço ainda mais eficiente e personalizado aos clientes aponta Cleverton Barreto, diretor
comercial da Base Distribuidora”

CASO REAL LOGÍSTICA 4.0: RELATODA BASE DISTRIBUIDORA
A seguir, Cleverson compartilha conosco alguns investimentos em logística implementados na Base Distribuidora:
Sistemas de Gestão Integrada (ERP): implementamos um sistema ERP de última geração, que integra todas as áreas da nossa distribuidora, desde o gerenciamento de estoque até as vendas e entregas. Isso nos proporcionou uma visão abrangente e em tempo real de nossas operações, permitindo-nos tomar decisões mais informadas e ágeis;
Rastreamento em Tempo Real: adotamos tecnologias avançadas de rastreamento em tempo real, utilizando RFID e GPS para monitorar nossos produtos e veículos ao longo de toda a cadeia de suprimentos. Isso nos permite oferecer um serviço de entrega mais preciso e confiável, garantindo a satisfação de nossos clientes;
Roteirização Inteligente: investimos em algoritmos de roteirização inteligente, que consideram uma variedade de variáveis, como tráfego, condições climáticas e preferências dos clientes, para otimizar nossas rotas de entrega. Isso nos permitiu reduzir significativamente os custos de transporte e os tempos de entrega, ao mesmo tempo em que melhoramos a eficiência operacional;
Gestão de frota eficiente: implementamos tecnologias de gestão de frota avançadas, incluindo sistemas de telemetria e manutenção preditiva, para garantir que nossa frota de veículos esteja sempre operando de forma eficiente e segura. Isso nos permitiu reduzir os custos de manutenção e aumentar a vida útil de nossos veículos, ao mesmo tempo em que melhoramos a segurança de nossos motoristas e cargas;
Integração com clientes e fornecedores: estabelecemos uma integração digital completa com nossos clientes e fornecedores, permitindo o compartilhamento de informações em tempo real sobre pedidos, estoques e previsões de demanda. Isso nos permitiu melhorar a colaboração e a comunicação ao longo de toda a cadeia de suprimentos, resultando em uma experiência mais fluida e satisfatória para todos os envolvidos. “Estamos entusiasmados com os avanços que já alcançamos por meio da Logística 4.0 e ansiosos para explorar ainda mais oportunidades de inovação e melhoria no futuro”, finaliza Cleverton.


Por Patrícia Stedile e Samia Malas