Mercado pet no litoral: Um olhar santista sob as vendas de verão

Categoria: Negócios

Autor(a): Júlio Mangussi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 10/10/2018 - 10:35

Presença de turistas, análise das vendas e treinamento da equipe são alguns fatores abordados
iStock/David Sokoler

iStock/David Sokoler

Muitas pessoas adoram curtir a estação mais quente do ano acompanhadas de seus cães na região litorânea. Praia é diversão garantida para os caninos e seus donos, afinal. E de que forma então o varejo pet se comporta para atender, ao mesmo tempo, os turistas e a clientela que já mora na cidade? Com planejamento, enfatiza Luiz Carlos Otero Reys, que há 12 anos é proprietário da loja Planeta Animal, que fica em Santos-SP. 

Para não correr o risco de ficar sem produtos para o período, o empresário já negocia e faz seus pedidos com os distribuidores meses antes. “Já aumentamos o estoque para o final do ano, o que geralmente já é o bastante” aponta Luiz Carlos.

Um departamento que tem aumento notável de clientes é o do banho e tosa. “Geralmente, há um aumento significativo em dezembro e janeiro, o que pode sobrecarregar. Tenho uma equipe formada e muito bem preparada para atender a essa demanda, mas, se preciso, solicito a ajuda de freelancers para dar conta do serviço”, explica o empresário.


iStock/Mateus_Lisboa

Para encontrar tosadores e banhistas, ele conta com o auxílio de sites específicos, além de participar de grupos em redes sociais que reúnem esses profissionais. “Também há um sistema forte de indicações. Os tosadores se conhecem e se comunicam, por isso eles vêm nos procurar quando descobrem que estamos buscando profissionais para auxiliarem na demanda”, completa.

Já quanto à comercialização de produtos, Luiz avalia que não ocorre um grande aumento de volume como o que acontece no setor de serviços de banho e tosa. “Minha loja permanece uniforme, não há um grande crescimento. Tem muita gente de fora, turistas, mas ao mesmo tem muita gente que mora aqui e viaja”, observa.

Outro ponto que o empresário destaca é que, geralmente, os tutores de pets de São Paulo procuram as lojas maiores, as grandes redes que já são conhecidas. “Temos bons preços que batem com os dessas lojas”, ressalta Luiz, exemplificando que consegue comercializar, principalmente, petiscos e acessórios com uma boa margem de lucro e em valores satisfatórios para os consumidores.



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