Entenda a importância de gerenciar o tempo no seu negócio pet

Categoria: Matérias do Mês

Autor(a): Por Júlio Mangussi e Sergio Miorin | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 04/11/2014 - 11:35

Em alta no mercado, profissionais que sabem administrar o tempo de maneira eficaz podem contribuir para o sucesso da empresa
Imagem meramente ilustrativa: divulgação

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Para aumentar a produtividade da sua empresa pet não é preciso recrutar novos funcionários. Muitas vezes, não estão faltando profissionais. A solução pode estar ao seu lado, na sua própria equipe. Segundo o professor de RH e Gestão de Pessoas da IBE-FGV Sergio Miorin, o que falta, na verdade, é tempo hábil para execução das tarefas diárias.

“O que acabamos detectando é que falta gerenciamento de tempo para organização das atribuições com ferramentas simples, rápidas e com retorno imediato e não contratação de mais pessoal, medida esta com mais custo para a empresa”, destaca.  Firmadas nesta premissa, cada vez mais as empresas têm buscado ou valorizado aquele profissional que saiba administrar o tempo, de modo a cumprir a rotina diária com êxito.  

De acordo com Miorin, saber administrar o tempo é um dos principais desafios aos gestores, diretores, presidentes ou executivos atuais.  Esses profissionais têm de saber gerir o tempo disponível com grande eficácia, definindo prioridades, planejando e organizando suas agendas. E esse gerenciamento é um dos fatores mais determinantes do sucesso ou fracasso de um profissional, independentemente do nível em que está e cargo que ocupa. 

Em julho deste ano, a Page Personnel, consultoria especializada em recrutamento, divulgou uma pesquisa analisando os cargos que estão em alta e em baixa no Brasil. Os dados revelam que as pessoas mais experientes estão se sobressaindo em 2014. É que em tempos de economia mais lenta, as empresas estão procurando profissionais que consigam suportar tempos mais turbulentos. Os multitarefas, com excelente poder de organização e administração do tempo, se destacam neste cenário. 

Com experiência na área, Sergio Miorin desenvolveu uma metodologia para detectar as reais necessidades da organização. Segundo ele, os gestores e dirigentes costumam relatar diversas prováveis razões pelas quais a empresa não atinge objetivo. As mais frequentes são falta de recursos financeiros, ferramentas inadequadas, mão-de-obra não especializada ou até uma política de Recursos Humanos mal elaborada. 

Porém, a maior parte das reclamações é com relação à falta de profissionais no quadro para dar conta da demanda diária de atividades. A grande sacada, neste cenário, é descobrir se na verdade estão faltando pessoas ou se o problema é gerenciamento do tempo.

 

Dicas

Tudo começa com uma boa autogestão e disciplina. Saber definir o que é realmente importante, que tarefas consomem mais tempo, executar uma tarefa de cada vez, além de definir a sequência certa das tarefas a desempenhar são bons pontos de partida. Para tomar a decisão acertada, todavia, em relação à tarefa, investimento, projeto ou qualquer outro aspecto, esses profissionais precisam antes de tudo identificar o que é importante, circunstancial ou urgente. 

“Quando conseguimos diagnosticar o que é importante, circunstancial ou urgente, conseguimos priorizar nossas ações. Também conseguimos não deixar o importante virar urgente, que é o que mais acontece nos negócios e em nossas vidas tratando de assuntos particulares”, ressalta o professor. 

Neste sentido, o importante é o que tem tempo para ser feito, podendo esperar horas, dias, semanas ou até meses. Já o circunstancial pode ser definido como desnecessário. “São os gastos de tempo de forma inútil. É a  estrada que não leva a lugar algum, que não traz resultados, apenas fustrações. Não agrega valor, ou seja, não deveria existir”, define Sergio Miorin. 

Por fim, o urgente reúne todas as atividades para os quais o tempo é curto ou se esgotou. “São as atividades que surgem em cima da hora, que não podem ser previstas, mas que geralmente causam estresse. A frase que se costuma usar é a seguinte: urgente é tudo que não foi feito em tempo hábil”, explica. 

Para o professor, a dica de ouro na gestão do tempo é delegar tarefas. “É preciso um exercício diário para aperfeiçoar essa espécie de sistema de gerenciamento. Assim, ainda cabem algumas perguntas. A quem você pode delegar? O que irá delegar? Quanto você delegará? Quais as necessidades de aprendizagem e supervisão de quem está recebendo a tarefa? Como motivar os colaboradores a fazer a tarefa?”, aponta. 

Se em tempos de crise as contratações estão escassas, caberá ao profissional se despontar com diferenciais que o colocarão e manterão no mercado. “Os profissionais precisam entender que o gerenciamento do tempo é bom para a empresa e para seu gestor, mas é fundamental na sua carreira”.

 

Fonte: Tantas Comunicação 

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