Prós e contras de virar uma rede franqueadora

Categoria: Administração

Autor(a): André Friedheim | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 03/09/2013 - 14:52

Com a chegada das redes de franquias nos negócios pet, conheça os pontos positivos e negativos deste modelo de negócio
Prós e contras de virar uma rede franqueadora Foto meramente ilustrativa: Divulgação

Prós e contras de virar uma rede franqueadora Foto meramente ilustrativa: Divulgação

A franquia nos negócios pet e em outros segmentos oferece ao franqueador um grande número de vantagens. Vamos analisá-la na Pet Center juntamente com suas restrições, para que se possa ponderar sobre a conveniência ou não de utilizar o sistema de franchising como uma alternativa de expansão de um determinado negócio.

Vantagens para o franqueador

•Expansão: o franqueador poderá expandir o número de lojas e agentes para seus produtos e serviços, com baixo investimento de capital, se comparado à montagem de uma rede própria. No sistema de franquias são os franqueados que aportam recursos na montagem de suas unidades; e o franqueador investe na montagem de uma estrutura de suporte à rede, a qual cresce em função da expansão do número de unidades. Sendo assim, as empresas franqueadoras têm uma grande atratividade financeira, com taxas de retorno bastante elevadas.

•Consolidação territorial: o sistema de franquias permite ao franqueador uma consolidação territorial mais rápida, comparando-se ao que se conseguiria através de uma rede própria. Conquistar novos mercados faz parte da estratégia da maioria das empresas mundiais.

•Fortalecimento da marca: isso ocorre através de uma imagem corporativa, uma vez que a capilaridade de uma rede é um dos fatores que valorizam uma empresa no mercado.

•Motivação diferenciada: é de se esperar que os franqueados, de uma maneira geral, estejam altamente motivados a maximizar seus resultados, especialmente se comparados a gerentes de operações próprias, os quais não fazem investimentos de recursos financeiros no negócio. Isto torna os franqueados diferentemente motivados. Eles medem seu sucesso pelo retorno financeiro sobre seus investimentos e trabalham continuamente para melhorá-lo, contribuindo assim para o sucesso do franqueador.

•Economia de escala: a famosa economia de escala é visivelmente percebida no sistema de franquias. O fato de se trabalhar em rede faz com que uma empresa franqueadora consiga negociar melhor com seus fornecedores, cujos benefícios devem ser repassados à sua rede de franquias.

•Gerenciamento: o franchising permite ao franqueador um gerenciamento sobre a operação franqueada, sem caracterizar qualquer tipo de vínculo empregatício.

Principais restrições

•Poder sobre franqueados: o franqueador tem baixo poder sobre os membros da rede, pois os mesmos não são seus empregados. De fato, os franqueados são empreendedores e, de certa forma, independentes, proprietários e gestores de seus negócios. 

•Baixa motivação: o franqueado pode perder a motivação (muitas vezes, por razões pessoais) e não gerir seu negócio de maneira eficiente e produtiva. Enquanto o contrato de franquia estiver em vigor, muito pouco se poderá fazer.

•Perfil do franqueado: o franqueador deve estar ciente de que a má escolha de franqueados é uma das principais causas do fracasso de redes de franquias. Assim, conceder a franquia somente a franqueados totalmente dentro do perfil desejado é imperativo.

•Alteração de estratégias: empresas convencionais podem mover-se mais agilmente para modificar suas estratégias. Porém, com uma rede franqueada isso pode levar mais tempo, ser mais trabalhoso e a velocidade de resposta ficar comprometida. O franqueador deve fazer as mudanças na franquia de forma cautelosa, especialmente se os franqueados acharem que estarão sendo afetados em sua independência ou lucratividade.

•Programa de canais: é importante que haja um bom programa de canais, com ofertas diferenciadas, minimizando eventuais conflitos de interesses com certos canais de distribuição utilizados pela rede franqueadora.
 

André Friedheim é sócio-diretor da Francap, atua há mais de 15 anos em projetos nas áreas de franchising, varejo e canais de distribuição. Participou na conceituação, formatação, implantação e gestão de mais de 200 projetos no Brasil e no Exterior. Formado em Administração de Empresas pela Escola de Administração de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado pela mesma instituição. Ministra cursos de Franchising na ABF (Associação Brasileira de Franchising), no Programa de Marketing da Universidade de São Paulo USP e no MBA da FUNDACE em Ribeirão Preto.

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