Panorama da distribuição pet no Brasil: tendências e desafios

Mais investimentos em tecnologia, mudanças nas estruturas das empresas e no operacional fazem  parte da nova realidade do setor desde o último ano

O ano de 2020 foi atípico e pegou o mundo de surpresa. “A pandemia obrigou todas as empresas a repensar como manter o faturamento em meio às incertezas do segmento e em razão da queda do poder aquisitivo, redefinição de prioridades das famílias e o receio da perca do emprego”, aponta Francisco Moreno, Diretor de Projetos Logísticos da Logisc, empresa de consultoria e assessoria logística, de Blumenau-SC. Felizmente, o setor pet não foi o que mais sofreu com a pandemia. Muitos players do mercado pet tiveram um boom de vendas tão grande que sofreu para atender a grande demanda. “A distribuição dos produtos, seja matéria-prima ou produto acabado, sofreu enorme pressão devido a urgência de reposição. Enquanto diversas empresas fecharam outras aumentaram sua produção ou venda, obrigando que a distribuição fosse extremamente eficaz”, avalia Francisco, que ainda cita a quebra de paradigmas em relação ao modelo home office e o investimento em novas metodologias ou plataformas tecnológicas como grandes transformações desse período. “A pandemia obrigou os distribuidores a rever os processos internos e externos; aperfeiçoar a visão de negócio e ver a logística aliada à tecnologia como ferramenta de grande ganho; realinhar o perfil dos clientes, tratando suas necessidades não como custo, mas sim como investimento, para elevar o nível de serviço e fazer frente às dificuldades do momento, da concorrência e do planejamento”, acrescenta. 

“Nesse período de pandemia, os desafios enfrentados pelo segmento de distribuição pet também estão ligados à questão de segurança de todos os envolvidos no processo, buscando novas alternativas para executar as atividades e entregar os itens sem oferecer risco aos colaboradores e clientes”, destaca Selva Tassara, CMO do Grupo Máxima. Além disso, a mudança de comportamento de consumo também foi um fator determinante para tal transformação. “Como o e-commerce ganhou força, podemos apostar no crescimento de lojas on-line com produtos para os animais em 2021, indo além de uma tendência passageira e se tornando um novo canal muito procurado pelos consumidores. Nesse novo cenário, a gestão das entregas e processos logísticos do armazém precisam ter um ganho de eficiência para não gerar atrasos e insatisfação com os clientes”, aponta Selva.

Francisco compartilha que nesses tempos de pandemia, sua empresa assessorou uma grande companhia de varejo para um mega projeto de automação do centro de distribuição, um dos dez maiores do Brasil, e, isso, segundo ele, reflete a visão do empresário em buscar velocidade de operação, acuracidade de estoque, pedidos completos e corretos, seja no envio ao distribuidor ou ao cliente final. “Esse fato resulta em um giro muito mais rápido com consequente aumento do faturamento e otimização do custo de manter o estoque. “Tecnologias como transelevadores, AGV´s, sorter, robôs, RFID, entre outras, fazem parte de um conjunto de medidas que tendem a confirmar ou contribuir para um nível de serviço e excelência cada vez mais exigente”, enfatiza. “Importante salientar que na modernização e implementação de novas tecnologias, sempre haverá redução da mão de obra, porém pense nos resultados diretos e no impacto que o uso da tecnologia trará ao seu negócio, quais linhas de crédito poderá dispor, BNDES, FINAME, etc. É totalmente factível ter um centro de distribuição sem nenhum humano na área”, diz. 

Diante das ponderações feitas acima por especialistas em distribuição e logística, conversamos com distribuidores de diferentes regiões para avaliar como se encontra o atual cenário pet brasileiro nesse setor. 

Região sul

A Vetlog, de Viamão-RS, atende todo o estado do Rio Grande do Sul. Com 10 anos de atividade, distribui produtos de 10 empresas do segmento pet e vet (medicamentos, vacinas, suplementos, produtos de higiene e beleza, acessórios e alimentos). “Um dos principais desafios de 2020 foi o crescimento do comércio on-line, sobretudo do informal, muitas vezes com produtos oriundos de cargas roubadas, sem nota fiscal, sem bula e até provenientes de outros países. Este mercado acaba atrapalhando muito o negócio dos lojistas, pois é uma concorrência desleal. Outro desafio foi a dificuldade que muitos lojistas tiveram com o uso de ferramentas de tecnologia. Para auxiliar nossos clientes, foi necessário atuar como consultores, auxiliando na melhor divulgação de serviços e produtos, orientando financeiramente estas empresas e, muitas vezes, incentivando a iniciar o comércio on-line”, relata Fernanda Travassos Alvares, sócia-proprietária da empresa. Para ela, a pandemia trouxe uma grande necessidade de adaptação rápida às mudanças que apareciam diariamente. “Depois de um período de insegurança, vivido nos primeiros meses de pandemia, nos adaptamos ao atual cenário e pudemos realizar um excelente trabalho em 2020”, revela Fernanda, que já trabalhava com sistemas que auxiliaram a empresa nesse momento em que a tecnologia foi fundamental. “Desde sua fundação, a Vetlog trabalha com um ERP específico para empresas de distribuição, que armazena e possibilita gerenciar todas estas informações de forma rápida e precisa. Também trabalhamos com um sistema de Business Intelligence (BI) que nos auxilia na interpretação e análise de dados e informações, para identificar oportunidades ou riscos”, conta. “O ano de 2020 foi muito desafiador, pois muitas indústrias sofreram com a falta não só de matéria-prima, mas também, de embalagens. Foi necessário muito planejamento e atenção no momento de fazer a reposição dos estoques”, destaca. 

Para contribuir com o meio ambiente, há alguns anos, a empresa implementou um projeto para redução da utilização de caixas de isopor no transporte de produtos refrigerados. “A maior parte de nossas entregas de biológicos são realizadas por carros equipados com unidades de conservação próprias para este fim, dispensando o uso de caixas de isopor no transporte”, conta Fernanda, que utiliza entrega terceirizada na distribuidora. “Esta política fez com que tivéssemos redução de custos e muita agilidade”.

São Paulo

A distribuidora Demarc atua na região do ABCD, Zona Leste, Zona Sul e Zona Norte de São Paulo, e a sede fica em Santo André-SP. Há 27 anos no mercado, eles distribuem medicamentos veterinários, suplementos, material e medicamentos de uso hospitalar, rações para pets, aves, peixes e répteis e produtos para higiene e beleza de 10 empresas diferentes. “Os desafios que passamos no último ano foram: continuar prestando um bom atendimento, mesmo que on-line; implementar sistema home office para evitar o contágio dentro da empresa; higienizar diariamente todas as instalações da empresa com amônia quaternária, reposição de álcool gel para todos os setores e disponibilizar máscaras para todos os funcionários. Até realizamos uma ação, a ‘Juntos somos mais fortes’, na qual contratamos costureiras autônomas para produzir máscaras de proteção e enviamos junto aos pedidos para nossos clientes”, lista Paulo Aria, gerente de marketing da empresa, que ainda destaca a alta dos preços dos produtos devido à falta de matéria-prima um outro grande desafio. “A pandemia nos mostrou uma forte tendência das ferramentas digitais e das entregas rápidas para um público cada vez mais exigente”, acrescenta. Aliás, a empresa atualizou recentemente a ferramenta de ERP para gestão. “Isso nos trouxe mais agilidade e segurança na conferência e faturamento dos pedidos, além de facilitar aos representantes o envio dos pedidos realizado on-line”, aponta. 

A Agrosolo, cuja sede fica em Bauru-SP, é considerada um dos maiores shoppings agropecuários do interior de São Paulo, atuando nos segmentos de Casa&Lazer, Campo e pet shop. Em 2021, completa 30 anos de mercado. “O diferencial da empresa é a diversidade e o atendimento especializado de seus profissionais (contamos com orientação técnica em todos os departamentos)”, aponta Luiz Henrique Campanhã, coordenador de marketing da empresa que distribui mais de 30 mil itens. “Somente no segmento pet shop são mais de 50 fornecedores”, aponta Luiz Henrique, que atribui como maior desafio de 2020 a distribuição de produtos com o aumento da demanda. “Para suprir essas dificuldades investimos em qualificação de pessoas (profissionais), reestruturação da área operacional, estoque/armazenamento e recursos tecnológicos. Também fortalecemos a marca, nossa presença digital, oferecemos novas opções de serviços e entrega, promovemos lives de conhecimento (focadas nos departamentos). Gradativamente as dificuldades têm sido superadas”, diz. 

Como aprendizado, Luiz Henrique conta que a empresa teve que diversificar seus canais e conseguir manter a unidade de atendimento off e on-line. “Foi preciso treinar pessoas para uma nova realidade de consumo e novas experiências de compras. 

Um efeito positivo da pandemia foi a profissionalização”, comenta. Luiz Henrique lamenta o fato de ainda existir muita informalidade no setor. “É uma desvantagem que dificulta a competitividade de igual para igual. Apesar de crescer exponencialmente, todos os anos, o mercado ainda é de baixa profissionalização. Somos 100% formais, investimos em estrutura, em marketing, mas poderíamos crescer mais se o mercado atuasse de forma profissional e com equidade”, revela. Para os próximos meses, as expectativas da marca, segundo o coordenador de marketing, é consolidar-se no canal digital (e-commerce) e expandir suas vendas para todo o Brasil.

A Vetline, sediada em Jundiaí-SP, atua na grande São Paulo e interior, nas regiões de Campinas, Sorocaba, Jundiaí, Bragança, circuito das Águas, Ribeirão Preto e Franca, há 17 anos. Representando cerca de 50 marcas, atua nos ramos de nutrição, saúde e estética animal. “A pandemia trouxe como desafio, uma mudança de atitude necessária para ser feita de forma urgente. De uma semana para outra precisamos nos adaptar com força para chegar no cliente de forma virtual. Para isso, investimos em diferentes mídias sociais, criamos muitos materiais, e-mail marketing, enfim, tudo para continuarmos em contato com nossos clientes e equipe. ‘Mesmo à distância estamos muito próximos’, foi um jargão que usamos bastante por aqui”, aponta Nory Fernando Brescancini, diretor da empresa. Ainda segundo ele, embora a pandemia tenha assustado a todos no início, o setor conseguiu continuar o trabalho de forma natural, já que as restrições mais severas não foram aplicadas ao mercado pet. “Colocamos o administrativo em home office, somente os setores de faturamento e logística ficaram na empresa, e aprendemos que é possível trabalhar dessa maneira com qualidade. O home office veio para ficar”, ressalta o diretor, que faz uso da terceirização na logística da empresa. “Contratos de terceirização são uma tendência e são possíveis com as mudanças que a CLT teve nos últimos anos. Ela pode ser feita de forma planejada e controlada para que não se perca a essência do negócio”, finaliza. 

Centro-Oeste

A distribuidora Master Pec, cuja matriz fica em Várzea Grande-MT e a filial em Uberlândia-MG, atende presencialmente no estado de Mato Grosso, sul do Pará, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e, por meio do site e televendas, os estados de MS, GO, RO, AC. Com 28 anos de história, a empresa trabalha com medicamentos e produtos biológicos para pecuária e animais de companhia e no segmento de embelezamento, distribuindo, ao todo, produtos de nove indústrias. “Em 2020 expandimos nosso mix de produtos e passamos por um momento de restrição no atendimento presencial. Apresentar novos produtos e soluções sem o cliente poder visualizar e experimentar o produto, diminui o alcance e crescimento. O fato de termos itens novos em um cenário de instabilidade econômica onde o nosso cliente opta pelo que já conhece foi desafiador”, revela Danilo Guedes Junqueira Júnior, médico-veterinário e sócio-proprietário da empresa. Para ultrapassar tais dificuldades, uma das ações adotadas foi o uso de vídeos e animações compartilhados nas mídias sociais da empresa para demonstrar os produtos. “O processo de reabertura do comércio permitiu a redução desta dificuldade, mas mantemos essa ferramenta, pois percebemos que ela nos diferencia no mercado”, conta o empresário, que ainda aponta a nova vertente de negociação por meio do site da empresa como algo positivo que a pandemia trouxe. “Explorar a negociação através do e-commerce é a nova porta que abrimos para nossos clientes e para os potenciais também”, diz. “Um dos maiores aprendizados foi o valor de uma equipe bem qualificada e com ótimo relacionamento. Manter profissionais em atualização e coerentes com a demanda do mercado auxiliou a superarmos restrições impostas pela pandemia”, acrescenta. Outro desafio trazido pela pandemia foi o controle de estoque. “Os prazos de logística triplicaram e obrigaram a empresa a buscar reforço de caixa para garantir um estoque regulador maior. Atualmente trabalhamos com compras quinzenais ou semanais, que irão atender os pedidos que virão dali 30 dias”, revela Danilo, que adota terceirização para entregas de menor distância, dentro das cidades onde estão as unidades da Master Pec. “Esse processo permitiu realizarmos mais entregas, com uma frequência maior e agilidade ao longo do dia. Tivemos situações do vendedor passar o pedido e em 30 minutos o cliente já receber os produtos”, compartilha. 

Sobre a informalidade, que há tempos vem sendo apontado como uma realidade do setor, Danilo acredita que houve grande melhora. “A diversidade de oportunidades para formalização como microempreendedor individual e simplificação tributária têm reduzido isso”, aponta. “O ano de 2021 será mais desafiador que 2020 e os aprendizados vivenciados nos permitirão crescer ao menos 20%. Os próximos 2 anos serão de consolidação de marca como distribuidor pet e para os próximos 5 iremos ser identificados como a primeira opção no ramo agroveterinário”, finaliza.

Minas Gerais

Localizada em Contagem-MG, a Gralminas atua em todo o território mineiro, exceto Triangulo Mineiro e Sul de Minas. Há 28 anos no mercado, trabalham com cinco marcas das áreas pet food, pet care e pet vet. “Para superar os desafios da pandemia investimos no digital, contratando profissionais especializados para atender também as demandas dos lojistas, auxiliando em suas dificuldades para que seus produtos cheguem até seus clientes. Estamos aprendendo e evoluído de acordo com a necessidade diária do mercado”, aponta Angelo Roberto Lima, diretor da empresa.

“Resiliência, essa palavra define para nós o momento de pandemia que estamos vivendo. Apesar da pandemia, ficamos mais próximos dos nossos clientes. Começamos a usar mais a tecnologia e a comunicação digital, e isso foi maravilhoso para a nossa empresa”, acrescenta. O ERP usado pela empresa é o Performance que, segundo Angelo, disponibiliza todo os parâmetros para o desenvolvimento e funcionamento ordinário da empresa e conta com WMS (gerencia todas as operações do armazém), suporte via call center e help desk, técnicos e desenvolvedores disponíveis para dar todo o suporte em caso de dúvidas ou problemas do cotidiano na operação. “Em paralelo, temos um contrato de prestação de serviços com empresa que dá suporte à rede, servidores e segurança da informação. Nossas entregas são monitoradas via aplicativo que possui roteirização inteligente de melhor rota, menor custo de km rodado, envio de informação de saída e previsão de chegada no PDV. Para acompanhamento da diretoria, contamos com um Power BI, para conhecimento e tomadas de decisão no campo de vendas”, lista Angelo. 

A empresa também trabalha com parceiros terceirizados, tais como: Operação logística, Consultoria de Vendas, Consultoria Veterinária, Trade Marketing e controle de pragas. “Acreditamos que a terceirização nos ajuda na entrega de serviços de maior qualidade, visando um crescimento lucrativo e saudável”, aponta o diretor. Para os próximos meses, Angelo revela que as expectativas da empresa são de ampliar, cada vez mais, os serviços nas áreas pet e vet, buscando profissionais capacitados para um plano de crescimento eficiente e sustentável. 

Nordeste

Com sede em Recife-PE e filial em Petrolina-PE, a Massapê Distribuidora tem 8 anos de mercado, e atua nas áreas de pet food, medicamentos, suplementos, estética, acessórios e diagnóstico, distribuindo 10 marcas do mercado pet. “Como nosso mercado ficou dentro do serviço essencial ficou mais fácil contornar todos os problemas da pandemia. Trabalhamos a inteligência emocional com toda a equipe, nos aproximamos dos clientes com situações mais difíceis financeiramente e criamos novas estratégias nas entregas. O fato de termos dois centros de distribuição dentro do estado, com distância de 800 km, aproximadamente, entre eles, ajudou no abastecimento dos pontos de venda”, compartilha Humberto Barros Cavalcanti, sócio-fundador da Massapê, que vê a inadimplência, custos e dificuldades logísticas (com estradas bloqueadas e cidades com barreiras) e a falta de contato no ponto de venda e com os compradores, como as maiores dificuldades desse ano. O lado positivo, segundo ele, é o vínculo entre tutor e pet, que se intensificou, refletindo em um maior consumo.

Humberto aponta que o investimento em tecnologia sempre foi uma constante na empresa. “Em 8 anos trocamos nosso ERP três vezes, investimos no Power BI, automação de venda e gestão da automação, com Geo mapeamento dos clientes e da força de vendas”, destaca. Quanto à informalidade do setor, Humberto aponta que não há mais espaço para isso. “Os fabricantes estão cada vez mais exigentes e querem parceiros mais capacitados, informatizados e legalizados para representá-los”, avalia. 

As terceirizações também são realidade na Massapê que, segundo Humberto, consegue reduzir custos e aumentar a distribuição através dela, na área de logística. “No marketing, temos uma agência de publicidade e propaganda terceirizada, que trabalha nossa identidade visual, nossos parceiros e demais demandas dentro da publicidade”, finaliza.  

Atuando nos estados de RN e na PB e com sede em Parnamirim-RN, a Premium Distribuidora está no mercado desde 2015. A empresa trabalha com quatro marcas de alimentos, medicamentos e acessórios. “Um dos maiores desafios é a profissionalização do mercado. Com a pandemia ficou latente a necessidade de ferramentas de delivery e e-commerce para os pequenos varejistas. Tentamos implementar mídias sociais, delivery subsidiado dos nossos produtos junto aos parceiros. Foi um susto para todos no início da pandemia, mas o mercado saiu mais forte e mais profissional”, aponta Filipe Torres Lopes, sócio-administrador da empresa. Para ele, a tendência do setor é de uma maior parceria entre distribuidor e lojista, entrega de produtos de qualidade, competitividade, logística rápida e não permitir a falta de produtos nas gôndolas – uma realidade vivida na época de pandemia. “Hoje atendemos um índice pequeno de ruptura e entregamos em até 48 horas no estado do RN, e, na região metropolitana, atendemos em 24 horas”, aponta. “Nossa perspectiva é de se consolidar no RN e de continuar nossa receptividade no estado da Paraíba e que o mercado pet nacional continue na mesma pegada de crescimento, ciente que vamos enfrentar dificuldades, em especial no ano de 2021”, finaliza.

Rio de Janeiro

Com atuação no estado do RJ (sul Fluminense, região serrana, baixada Fluminense e Costa verde) e em Minas Gerais (zona da mata e sul de MG), a Disprol Pet tem sedes em Mendes-RJ e Três Corações-MG (sob o nome de Minas Pet). Há 6 anos no mercado, a distribuidora representa cinco marcas dos setores de alimentação e medicamentos. “Os desafios nesse momento de pandemia foram o risco em colocar a equipe na rua versus os resultado de vendas em modelo home office; e o desafio em estruturar um omnichanel focado na experiência do usuário e o modelo de comercial atual”, compartilha Júlio José, diretor da empresa, que acredita que as dificuldades ainda não foram 100% superadas, mas sim, bastante reduzidas. Como tendência no setor pet, o diretor aponta a busca por produtos naturais e de cuidados com o pet. 

Ainda segundo Júlio, a modernização de softwares é algo constante na empresa. “Investimos muito em tecnologia, temos muitos softwares de gestão e controle para diferentes áreas”, aponta. “Para os próximos meses e anos, a expectativa da empresa é de manter crescimentos acima da média do mercado, dobrando a operação a cada 5 anos”, finaliza. 

O Grupo Papa Dog, tem sede em Itaboraí-RJ, e atua na Grande Rio, região Metropolitana 1 e 2, região Serrana, Norte e região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, distribuindo há 20 anos, alimentos, medicamentos e acessórios para pet e animais de grande porte. Ao todo são 25 marcas. “A falta de matéria-prima no mercado interno gerou um grande aumento no preço dos produtos, crescendo o custo de reposição do lojista, fazendo com que ele necessite de um maior capital de giro em um momento de crise. Reduzimos custos e diminuímos margem de operação para viabilizar um melhor preço de venda. Também trabalhamos com o estoque acima da média para diminuir o impacto dos frequentes aumentos. Acreditamos que a partir do segundo semestre teremos uma maior estabilidade nos preços”, avalia o diretor Edgard Martins da Silveira Junior. Segundo ele, com a pandemia, houve uma proximidade maior dos donos com os seus pets, fazendo com que as vendas de produtos para embelezamento, acessórios e petiscos alavancassem. “Acreditamos num contínuo aumento de vendas desses produtos”, diz. 

Como ferramenta tecnológica, a distribuidora utiliza o sistema operacional da SIG2000 para controle das operações, como controle de estoque, faturamento, contas a receber e a pagar, dentre outros controles. “Para o controle da nossa frota utilizamos o sistema de rastreamento e roteirização da Ahura”, completa. “Estamos implementando algumas estratégias, inclusive aumentando as nossas áreas de atuação, para que possamos atingir a nossa meta de crescimento de 25% para o ano de 2021”, finaliza.


Colaboradores:

Selva Tassara
CMO do Grupo Máxima, holding de empresas de tecnologia para a cadeia de abastecimento.

Francisco Moreno
Diretor de Projetos Logísticos da Logisc, empresa de consultoria e assessoria logística, de Blumenau-SC.


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