domingo, maio 26, 2024
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1.000 Indústrias no mercado pet

A incrível marca de 1.000 indústrias do mercado pet listadas na maior revista do segmento é algo que merece destaque

Grande variedade nas gôndolas dos pet shops, proporcionando mais opções para o lojista e o consumidor do mercado pet. Essa é apenas uma das grandes vantagens alcançadas com o desenvolvimento da indústria pet nacional, que, nos últimos 20 anos, se fortaleceu e evoluiu de forma expressiva. “Termos 1.000 empresas atuantes no mercado pet nesse Anuário Indústria de 2020/2021 é um marco para nós e para o mercado. Significa que o mercado mudou. Quem está há 25 anos nesse mercado, como eu, foi percebendo a mudança gradativamente. Porém, quando paramos para pensar no assunto, levamos um susto. Quem imaginava que teríamos 160 indústrias de ração, sendo que há 20 anos eram no máximo 10. Confecções de roupas para cães por todo o Brasil, nos mais diversos estilos e materiais somam mais de 100 indústrias. Comedouros e bebedouros, mais de 50 empresas enchem nossas prateleiras. Isso sem falar nas universidades veterinárias, mais de 400, sendo que nos Estados Unidos temos pouco mais de 30. Números impressionantes, para um mercado ainda mais relevante, intercalando entre o segundo e o terceiro maior mercado do mundo”, destaca Natália Miranda, diretora da Editora Top.Co., que atua no segmento pet há mais de 20 anos como mídia especializada e também é responsável por eventos na área como o concurso Groom Brasil e a feira SuperPet. Nesta edição do Anuário Indústria, Natália comemora a incrível marca das 1.000 indústrias listadas nas páginas a seguir, nos mais variados segmentos de atuação do segmento brasileiro, desde acessórios, produtos de higiene & beleza até medicamentos e produtos para aves, peixes e exóticos, que há pouco tempo, só eram obtidos por meio de importação. “Tudo isso nos deixa a missão de destacar nossos produtos e serviços, se diferenciar e oferecer benefícios reais e que tenham valor para nosso consumidor. Muitas vezes o produto é tão inovador que o consumidor não percebe seu diferencial nem muito menos paga por esse plus. Em um mercado tão competitivo temos que planejar e pesquisar para conseguir o merecido destaque”, acrescenta Natália.  “Creio que esse número, das 1.000 indústrias, apenas reforça a evolução e força do mercado pet no Brasil. Novas empresas surgiram para suprir necessidades dos consumidores diretos/finais (cães e gatos) e indiretos (os tutores dos pets)”, opina Leonardo Brandão, médico-veterinário e atual coordenador da Comissão de Animais de Companhia (Comac). Há 23 anos no segmento pet, dos quais 17 atuou junto à indústria, Leonardo lembra que o mercado pet brasileiro passou por intensas transformações ao longo das últimas duas décadas. “Novos produtos e serviços foram criados, mas também, houve mudanças demográficas importantes na população brasileira. Hoje os pets são membros da família e essa relação mais estreita propiciou que os animais pudessem receber cuidados que antes não existiam”, acrescenta.   

Grande evolução

Outro profissional que acompanha o mercado há bastante tempo e ressalta alguns benefícios dessa evolução da indústria nacional é o consultor de varejo Edmour Saiani, que tem 30 anos de mercado pet e foi dono de pet shop até 3 anos atrás. “Há 20 anos a China nem existia como fornecedor, eram os alemães e americanos que tinham os produtos diferenciados. De repente veio uma onda de produtos da China, mais baratos, que permitiu que importássemos muito mais”, relembra Edmour. Para ele, a marca das 1.000 indústrias traz grande alívio aos varejistas do segmento pet, pois ter acesso a um portfólio diversificado, novidades, tudo ao alcance, com possibilidade de acesso imediato, não era possível há 20 anos. “Tínhamos limitações de quantidade para importar, muitas vezes éramos obrigados a trazer containers inteiros sem ter a capacidade de vender tudo – quando a loja era pequena – e todos os riscos eram nossos. Quem não era grande, ou comprava de distribuidor ou se arriscava a trazer ao Brasil. Tínhamos que ir à caça de produtos lá fora e se arriscar a comprar com pagamento antecipado, então, fluxo de caixa era problema, se chegava ou não chegava era problema, e ainda você tinha de ter reputação para que o fornecedor o classificasse como digno para vender para você. E olha que até ração de peixe e cão se importava”, aponta. Aos poucos, continua Edmour, a indústria nacional foi se capacitando, e os lojistas conseguiram substituir a maior parte do que importavam por produtos fabricados nacionalmente. “Hoje, apenas os produtos muito especiais ficaram para importação”, finaliza.

Luiz Luccas, empresário e consultor de empresas e de fundos de investimentos com mais de 20 anos de experiência no setor pet, comenta que o fato de termos atingido o marco de 1.000 indústrias do segmento é fantástico. “Hoje o Brasil é capaz de competir no mercado exterior. Nesse momento de crise por conta da pandemia, com o dólar tendo atingido um valor alto, nós ficamos ainda mais competitivos fora. Temos grande potencial para nos tornarmos exportadores expressivos nos próximos 5 anos, especialmente no segmento de acessórios e equipamentos”, prevê o consultor, que se posiciona de forma otimista e realista diante da atual crise. “Qualidade a indústria nacional já mostrou que tem, falta explorar mercados como o americano e o europeu, não somente a América Latina”, continua. Ainda segundo Luiz, o e-commerce é uma ótima forma de a indústria brasileira expandir seus horizontes ainda mais e com custo baixo. “Entrar no mercado americano através de sites como o Amazon, por exemplo, é uma ótima forma de crescer gastando pouco”, comenta.

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Agradecimentos:

EDMOUR SAIANI
Fez pós-graduação em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Como executivo, ajudou a construir histórias de evolução em companhias nacionais e multinacionais. Tempos depois abriu a Ponto de Referência, a única companhia de que já se ouviu falar que ajuda outras a construírem Cultura e Gestão de Atendimento e Serviços. conecta líderes, equipe e Clientes para construir Reputação, Relacionamento e Resultado. Edmour é autor de três livros que são a base conceitual do trabalho da Ponto de Referência: “Loja Viva”, “Como ser o nº 1 e não mais 1” e “Marcas Simbióticas”.

LEONARDO BRANDÃO
Coordenador da Comissão de Animais de Companhia (Comac).
Médico-veterinário, mestre e doutor em medicina veterinária pela USP. MBA em marketing pela ESPM (com especialização na Universidade da Califórnia) e de gestão de negócios pela Fundação D. Cabral. Diretor da unidade de animais de companhia da Ceva e atual coordenador da Comac.

LUIZ LUCCAS
Médico-veterinário com MBA pela Ohio University. Trabalhou como executivo e head de operações em empresas nacionais e multinacionais nos Estados Unidos, América Latina, Austrália e Nova Zelândia. Expert no mercado pet, é palestrante internacional, consultor de empresas, fundos de investimento e mentor de várias startups ligadas ao setor. Fundador da Comissão de Animais de companhia do SINDAN e membro da comissão de clínicos do CRMV-SP.  Co-fundador e diretor do V2PET, o primeiro market place B2B para o mercado pets da America Latina.

NATÁLIA MIRANDA
Diretora da Editora Top.Co., empresa especializada no segmento pet, responsável pelas publicações Pet Center/Groom Brasil, Pulo do Gato, Cães & Cia, além de oito revistas on-line voltadas para o segmento de especialidades veterinárias, a Medicina Veterinária em foco. Atua há mais de 20 anos no segmento editorial e há 3, realiza a feira SuperPet, em Campinas-SP, e os congressos Vet Science.

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