domingo, maio 26, 2024
Aves e Aquarismo

7 pontos para melhorar a seção de aves da loja

O Brasil é um país com milhões de apaixonados por pets e as aves conquistam cada vez mais espaço nos lares do país. Ao todo, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), são quase 38 milhões de aves no mercado pet, ornamentais e pet. Nesse contexto promissor, o que não faltam são tendências e novidades que encantam os amantes das aves, que buscam o melhor para seus companheiros de outra espécie. 

A criação consciente das aves é um trabalho árduo, pois esses pequenos e frágeis pets, mesmo vivendo em cativeiros, devem ter um espaço que sane todas as necessidades básicas.Muitos acham que são de fácil trato, mas elas precisam de água fresca, comida e banho de sol todos os dias. A higienização dos objetos e do ambiente onde vivem deve ser feita pelo menos uma vez por semana”, aponta a médica veterinária Mariana Pestelli, gerente técnica de safári e aquarismo da Petz, em São Paulo-SP. 

O lançamento de produtos específicos para atender a crescente demanda do mercado de aves é constante. E nisso se encaixam itens de alimentação, brinquedos e cuidados com o pet. Confira o que é preciso para atender os amantes de aves!

1. ALIMENTO IDEAL

Segundo a médica veterinária Karin Regina Gabriel, que atende animais silvestres, exóticos e não convencionais no consultório do pet shop Agrovida, de Arroio do Meio-RS, ainda há muita desinformação, porém, é possível notar que, cada vez mais, os tutores buscam o que existe de melhor para a saúde e o bem-estar de sua ave. As rações extrusadas, formuladas para diferentes espécies, por exemplo, estão entre as mais procuradas. “São alimentos balanceados que suprem as necessidades de vitaminas, minerais e calorias que a ave necessita diariamente, quando fornecidos na quantidade adequada”, esclarece Karin. Outra opção, é a oferta de mistura de sementes que, de acordo com Karin, ainda é fornecida para muitas espécies como alimento exclusivo, porém, apresenta desvantagens. “Esse tipo de alimento permite que a ave selecione e coma apenas as sementes de sua preferência, predispondo-a à defi ciências nutricionais e até à obesidade ou doenças metabólicas – especialmente se a preferência esta em sementes oleaginosas, como o girassol e o amendoim”, esclarece.


 

2. COMÉRCIO DE AVES

Não são apenas os produtos que movimentam o próspero mercado de aves no Brasil, mas também o comércio dos próprios animais. De acordo com Karin, dentre as aves que estão em alta no pet shop em que atua destacam-se os psitacídeos exóticos como o Ring Neck, Rosela e Red Rumped, que chamam a atenção por conta de suas cores variadas. “Também continua em alta a procura pelo papagaio-verdadeiro, especialmente pela sua capacidade de ‘fala’ e pelo esclarecimento sobre a possibilidade de se adquirir essas aves de forma legal”, destaca Karin, acrescentando que as pessoas buscam aves diferentes, portanto, outras opções domésticas que se tornaram comuns, como o periquito-australiano e o canário-belga, já têm sido menos procurados. 

3. GAIOLAS

A gaiola é um item indispensável, pois, segundo a médica veterinária especializada em aves de Brasília-DF, Isadora de Almeida Silva, manter esses animais soltos sem supervisão de alguém pode ocasionar sérios riscos. “O animal só pode estar solto com a supervisão atenta do tutor, caso contrário deve permanecer no viveiro, na gaiola ou ambiente adaptado e seguro à ave”, explica Isadora. Para não deixá-los suscetíveis a esses acidentes, Isadora indica o uso de uma gaiola que atenda às necessidades básicas da ave: abrir e bater a asa, locomover-se, ter locais para subir e descer dos poleiros, por exemplo. “O viveiro mais indicado é a gaiola galvanizada, produzida de zinco e pintada com uma substância atóxica, normalmente de coloração branca”, recomenda. 

A limpeza completa da gaiola ou viveiro deve ser realizada a cada 10 dias, com uso de sabão e desinfectante deixando atuar por mínimo 40 minutos para uma eficiente descontaminação. “Quanto maior o espaço da gaiola ou viveiro, melhor a acomodação e bem-estar das aves”, completa a veterinária.

4. BRINQUEDOS

Brinquedos próprios para aves são uma forma de preservar a saúde e a qualidade de vida desses pets no dia a dia.Os mais indicados são aqueles que eles podem bicar e desgastar, como os fabricados em madeiras, galhos ou os com apelo cognitivo – como os que incentivam a ave a descobrir o que há dentro, como abrir e retirar petiscos”, recomenda Isadora. “Esses estímulos contribuem para manter a sanidade mental das aves e não deixar que elas fiquem sem atividades, evitando o estresse e automutilação”, completa a veterinária. Todos os acessórios presentes na gaiola devem ser higienizados para evitar a proliferação de doenças, principalmente as parasitárias, bacterianas e fúngicas. “A mesma solução de limpeza utilizadas na higienização do viveiro tem que ser usada nos brinquedos e poleiros”, orienta a veterinária, sendo que o indicado é que a limpeza seja diária, se possível. As opções de brinquedos são variadas. Vão desde as escadinhas fabricadas de madeira para exercitar o animal, até os mais elaborados com espelhos e jogos mentais.

5. POLEIROS

Na Agrovida, de acordo com Karin, a maioria dos produtos vendidos são poleiros e balanços, podendo ser de material plástico ou madeira, com miçangas ou guizos para entreter a ave. “É importante observar qual o mais adequado para a espécie. Brinquedos com plástico e miçangas não são indicados para araras, por exemplo, já que serão facilmente quebrados e até engolidos”, pondera, ressaltando que, os brinquedos fabricados especificamente para aves não possuem nenhum material tóxicoMariana ressalta que o poleiro é um item vital dentro do viveiro. As aves só se locomovem pelos poleiros e, por isso, sua presença indispensável para garantir o bem-estar do pet”, observa. “Não é recomendado ter poucos poleiros, pois o pet poderá ficar sempre naquele local e não vai se exercitar. Não terá assim uma vida ativa, ocasionando o sedentarismo causando obesidade, artrites, pododermatites e outros distúrbios. Já se tiver muitos, pode impossibilitar o seu movimento e o bater das asas ou locomoção, provocando estresse. A quantidade de poleiros deve respeitar o tamanho da gaiola adquirida e número de aves que residem no espaço”, orienta Isadora. O diâmetro do poleiro, deve ser calculado usando como parâmetro o membro pélvico do animal, os pés e dígitos (dedos), que têm que ficar em formato de meia lua. “Essa é a grossura recomendada para o poleiro”, aponta a veterinária. Nas grandes lojas especializadas, as opções são de galhos naturais ou de madeira, que auxiliam nos desgastes das garras, além de não ser tão lisa, ajuda no fortalecimento da palma do pé. Nunca opte por materiais como plástico, alumínio ou PVC, pois não oferecem muita aderência ao animal e podem ser de fácil destruição pelo bico do pet. 

6. COMEDOUROS

Mariana salienta que o modelo de comedouro perfeito depende da espécie da ave. “Para os animais grandes, os potes de alumínio ou porcelana são aconselhados. Já as menores, podem ser ofertadas as de plástico, comum nos pet shops. Se não for adequado, a ave não vai comer”, explica a veterinária, atentando que a qualquer resquício de quebra, os tutores devem fazer a troca imediata do acessório. Assim como o fundo da gaiola, os potes de comida, independente do material, devem ser higienizados diariamente para conservação deles, além de evitar a propagação de doenças. “Devem ser retirados resquícios de alimento e água. Para fazer a limpeza use sabão e desinfetante, enxague bem, seque e, só depois, recoloque os alimentos”, ensina Isadora. As opções mais encontradas nas lojas são as de aço inoxidável.

7. ITENS DE HIGIENE

Isadora ressalta a importância de oferecer, dentro do viveiro, um local para higienização da ave. As pequenas banheiras (feitas em borracha ou plástico rígido) voltada para as aves são os principais acessórios nesse quesito. “Elas precisam fazer sua higiene pessoal, pelo menos, três vezes por semana. Isso faz com que as penas fiquem mais bonitas, além de ajudar no comportamento de autolimpeza e fazer com que as penas cresçam e saiam do folículo de uma maneira mais saudável. Não só para deixá-las limpas, mas também para manter a sua temperatura correta, em torno de 40º a 42º C”, explica a médica veterinária, enfatizando que a água disponibilizada deve ser natural e filtrada. Também há a possibilidade de substituir as banheiras por um dispositivo em spray, que irá borrifar o líquido, de maneira mais serena. “Não precisa colocar todos os dias, mas em dias quentes pode ser uma boa opção para o animal. Ressalta-se que a água nunca deve ser borrifada diretamente no rosto da ave, para não estressá-la”, orienta Isadora.