quarta-feira, abril 17, 2024
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Você é workaholic?

Cenas comuns em reuniões de negócios são executivos disputarem quem está trabalhando mais, como se isso fosse motivo de orgulho, contudo, o que não se percebe nessas situações é que pode se estar caracterizando uma disfunção, que é o fato de ser um workaholic.

Mas, o que é workaholic e quais os riscos envolvidos nesse problema?

Veja alguns pontos relacionados ao tema:

1 – Características do workaholic
Características de pessoas com esse problemas são fáceis de perceber. São pessoas que constantemente trabalham mais de 12 horas por dia no escritório e ainda levam serviço para casa. Também recebem críticas por, no fim de semana, ficarem sempre de olho no celular checando as mensagens a cada hora para ver se existe alguma pendência no trabalho.

2 – Eu sou?
É mais fácil localizar uma pessoa com esse problema do que tratá-la. Hoje são constantes os casos de workaholics e isso se percebe a partir do momento que a pessoa não consegue se desligar do trabalho, deixando de lado sua convivência social, seja com familiares ou amigos. Assim a pessoa se torna uma trabalhadora viciada e compulsivo, mesmo fora de seu ambiente de trabalho ela cria um novo ambiente recheado de temas sobre seus negócios, não há situação que a faça se desligar do trabalho.

Sintomas desse distúrbio de comportamento são autoestima exagerada, insônia, mau-humor, impotência sexual, atitudes agressivas em situações de pressão e, muitas vezes, depressão.

3 – Problemas relacionados
A situação pode ser bastante problemática e pode trazer sérios prejuízos para o profissional e, até mesmo, para a empresa. Inicialmente pode ser interessante para a empresa, pois a velocidade dos resultados é satisfatória, porém há um desgaste emocional natural do profissional, pois ele estará isolado e restrito ao tema trabalho, bloqueando sua socialização, o que poderá resultar em sérios transtornos futuros para sua vida.

A situação pode ser tão grave que estudos recentes de casos clínicos em consultórios de psicologia e de psiquiatria apontam que o vício de trabalho é similar à adição ao álcool ou cocaína. Tornado o trabalho, nesses casos, uma obsessão doentia.

4 – É preciso saber viver!
Não há pecados em trabalhar esporadicamente além de sua carga diária, desde que essa ação seja meramente por necessidade de urgência e de impacto específico. Isso, para o mercado de trabalho, acaba sendo um diferencial, mas o profissional e as áreas de Recursos Humanos devem identificar quando não há exageros em uma rotina normal de trabalho. A partir do momento que a carga horária começa a extrapolar constantemente é hora de refletir. O trabalho será saudável enquanto não aprisiona a pessoa na necessidade constante de falar e estar agindo pelo trabalho.

O caminho para combater esse problema é assegurar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, buscar valorizar mais os momentos de lazer e perceber que o descanso é fundamental para melhoria de resultados e busca de novas ideias que podem potencializar os resultados no trabalho.

5 – Workaholic x Worklover
É importante sabermos diferenciar o amor ao trabalho do vício. Um worklover tem noção de que o excesso se refletirá em conflitos nos relacionamentos pessoais, além de proporcionar efeitos nocivos à saúde e bem-estar. Existem profissionais que buscam entregar resultados e isso é positivo. É importante ter em mente que, o fato de ser um workaholic não significa que o profissional seja mais produtivo. Muitas vezes, vemos pessoas que não conseguem ter organização no seu dia a dia e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado.

É importante lembrar que a vida é muito mais do que só trabalhar e que uma mente que não descansada não é totalmente sã. Assim, não adianta trabalhar demais, isso possivelmente ocasionará erros e retrabalhos. Portanto, tem que parar de trabalhar até para poder trabalhar bem. É uma questão de lógica.

 
 
 
Celso Bazzola, diretor executivo da Bazz Consultoria