Cuidados com a pelagem crespa e cacheada

Categoria: Banho e Tosa

Autor(a): Gabriel Feitosa | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 27/02/2018 - 13:55

Fique por dentro dos cuidados com esses tipos de pelo e deixe seu cliente canino ainda mais elegante
iStock/ WilleeCole

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A pelagem crespa ou cacheada é muito versátil e encontrada em diversas raças com aparência diferente, que variam de acordo com o tipo do cão e sua utilização. Os fios possuem variações da forma, indo desde o crespo até o cacheado (também conhecido como curly) e podem ser apresentados em pelagens de diversas formas, desde a aparência armada (fluffy) como no Poodle e no Bichon Frisé, passando pela pelagem cacheada do Kerry Blue Terrier e do Cão d’Água Português, até o pelo encordoado de um Puli ou um Komondor. As diversas aparências encontradas em cães de pelagem crespa variam de acordo com os cuidados tomados, por exemplo: um Poodle pode apresentar a pelagem crespa ou encordoada numa exposição ao passo que um Cão d’Água Português também pode apresentar a pelagem cacheada ou armada. 

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A aparência que o pelo apresenta até os dias de hoje está relacionada com a função que o cão exercia no período de desenvolvimento da raça. Os cães recolhedores (retrievers) como o Curly Retriever e o Lagotto Romagnolo sempre são mostrados com o pelo cacheado, como se tivessem mergulhado em um rio ou lago e secado naturalmente. Já o Puli ou o Komondor, que são cães pastores húngaros, apresentam a pelagem encordoada, que os protegia de intempéries como a neve ou, quando guardavam rebanhos, a pelagem densa também os protegia de um possível confronto com lobos, raposas e coiotes. Por sua vez, os Poodles Toys e Bichons eram famosos por serem cães de colo da corte real de diversos países, portanto estavam sempre enfeitados e com a escovação em dia, pelo menos assim eram apresentados em gravuras e são mantidos até os dias de hoje. 

Um bom profissional de estética animal deve saber como obter e manter determinada aparência e textura exigidas pelo padrão da raça. 


Saiba mais sobre os cuidados com cada tipo de pelagem:


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PELO CACHEADO, OU CURLY

 

Determinadas cores de pelo em algumas raças, como o marrom e o fulvo avermelhado em Poodle, tendem a ficar cacheadas naturalmente, embora essa não seja a aparência desejada. Independente de como a pelagem é apresentada, é importante lembrar que ela deve ser mantida cheia, livre de nós e bem cuidada. Para obter o efeito “secagem ao ar livre” o cão pode ser bem escovado para retirar qualquer nó ou embaraço que o pelo possa apresentar antes do banho, depois banhá-lo com um xampu específico para a cor, seguido de um bom hidratante para volume. O pelo hidratado conserva melhor os cachos e o brilho desde que seja um produto específico para volume. O cão pode ser seco com um secador ou máquina de secar sem o uso de escova ou rasqueadeira, e somente depois de seco o cão deve ser arrumado com um pente de dentes largos para levantar a pelagem sem desmanchar completamente os tão almejados cachos.


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PELO ENCORDOADO

Uma linha tênue separa a bela aparência exótica do feio aspecto de mal cuidado nesse tipo de pelo. São raras as raças que conservam o pelo com esse aspecto até hoje, principalmente no Brasil. Quando jovens, os cães apresentam a pelagem crespa ou curly, e o pelo precisa de intervenção para que as cordas comecem a se formar uniformemente sobre todo o corpo, caso contrário podem grudar umas nas outras formando placas, ou destoar devido aos diâmetros irregulares das mesmas. Desde o começo, o filhote deve ser banhado e seco sem a ajuda de escovas ou rasqueadeiras como a variedade citada acima. Por volta dos 11 meses, os cachos começam a formar nós, é nessa fase que o encordoamento se torna mais difícil, pelo menos uma vez por semana ou a cada dez dias, as cordas devem ser separadas uma das outras manualmente evitando que quebrem, fiquem grossas ou finas demais. O banho também não pode ser frequente, as cordas demoram aproximadamente três dias para secar completamente e, caso o animal fique úmido durante um longo período de tempo, a pele pode se tornar foco de proliferação de fungos e bactérias. 

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