Saiba como manter o banho e tosa livre de pulgas e carrapatos

Categoria: Banho e Tosa

Autor(a): Roseli Figueiredo | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 20/02/2018 - 16:12

Ectoparasitas podem prejudicar o seu negócio! Veja como fugir desse problema
iStock/ adogslifephoto

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Todos os profissionais que trabalham no banho e tosa devem ter consciência e responsabilidade de seu papel na interação com animais infestados por pulgas e carrapatos e todo tipo de bactéria ou doença de pelo e pele. A equipe deve estar treinada para identificar e alertar os responsáveis pelo cão ou gato antes de entrar no banho e tosa. 

É importante para o cão, para o dono, e para loja, e não é um problema apenas ligado diretamente ao animal, mas, também, ao ambiente em que ele se encontra. 


iStock/ AndreyPopov

 

O IMPRESCINDÍVEL CHECK-LIST

O correto é o animal ser tratado antes de entrar no setor de banho e tosa. No atendimento, quando for preencher o check-list (ficha com informações e dados sobre o pet), o carrapato é de fácil identificação, já que fica grudado na pele do animal, em locais escondidos, como dentro das orelhas ou no meio dos dedos. Contudo, vale ressaltar que esse parasita pode se espalhar por todo o corpo e, diferentemente da pulga, ele não salta e é mais lento.  
 

Já a respeito das pulgas, é importante destacar que, no mercado, existem comprimidos contra esses parasitas, que são eliminados algumas horas depois da ingestão do medicamento, porém o tempo de proteção é curto. Devemos lembrar que para a utilização de produtos desse tipo é sempre necessário pedir orientações a um médico veterinário, pois devem ser usados com extrema cautela, já que podem intoxicar os animais. A maioria dos produtos spot-on(utilizados na nuca) tem indicação de acordo com o peso do animal. Já o spray pode ser usado em pets mais jovens. 
 

Banhos com produtos especiais também podem ajudar no controle. Entretanto, é essencial destacar que xampus e sabonetes para banho não possuem efeitos de proteção, vão apenas eliminar os parasitas no momento do banho. Caso o pet volte a frequentar um ambiente contaminado, ele sofrerá reinfestação. Além disso, produtos desse tipo não devem ser utilizados se o animal tiver algum ferimento na pele. Caso tenha qualquer dúvida, solicite a ajuda de um especialista veterinário. 




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LIMPANDO O BANHO E TOSA

É difícil combater tais parasitas no banho e tosa, pois você não consegue visualizá-los de maneira clara. Isso porque ovos e larvas ficam no ambiente e podem sobreviver nesses locais durante meses se não houver higienização correta, o que, claro, favorece a proliferação de ectoparasitas. Em casa, os proprietários  dificilmente conseguem exterminá-los por completo porque as fêmeas adultas desses insetos abandonam o cão e põem seus ovos em frestas, paredes e pisos. Esses espaços no banho e tosa, e nas casas dos clientes,  devem ser tratados com produtos específicos, e não somente os cães.
 

O espaço do banho e tosa deve ser limpo e arejado para, assim, transmitir credibilidade e confiança aos clientes. Por isso, é essencial que se faça uma dedetização. Para tratamento desse ambiente específico, recomenda-se utilizar produtos adequados e seguros. Além disso, é importante que sempre leia as instruções que constam nas embalagens e prepare a solução com diluição adequada, respeite o tempo de isolamento do local tratado e dê continuidade ao tratamento, principalmente em períodos de maior infestação. Mais uma vez, caso não se sinta realmente seguro com o que está fazendo e tenha alguma dificuldade, procure um veterinário para orientá-lo a higienizar adequadamente a área. 
 

Paredes e pisos devem ser de material lavável. Os materiais usados no procedimento de tosa devem ser desinfetados, toalhas devem ser esterilizadas e de uso individual. O alojamento também deve ser individualizado e adequado a cada animal atendido. Sucesso Sempre!

 


ALERTE SEUS CLIENTES SOBRE OS PERIGOS DAS PULGAS E CARRAPATOS
Por Júlio Mangussi
 

Pulgas e carrapatos são insetos que se reproduzem rapidamente. Esses parasitas podem causar graves problemas de saúde para os pets de seus clientes, por isso, assim que detectá-los, é preciso, também, alertar sobre os riscos que eles oferecem aos peludos. Alergia, queda de pelo e coceiras podem ser constantes no caso das pulgas. Os cães podem desenvolver dermatite por alergia à picadas de pulgas (DAPP), que é provocada pela saliva que os insetos inoculam na pele quando a picam. Em casos extremos, podem causar até anemia. Também são responsáveis por transmitirem doenças perigosas aos animais, contaminando-os com bactérias e vermes, como o Dipylidium caninum. 


iStock/santol
 

Já os carrapatos, além de prejudicarem a saúde dos cães e gatos, também podem atingir os humanos. A babesiose, por exemplo, ataca os animais e causa uma severa anemia que pode danificar o fígado, os rins e o baço. Há também o risco de o animal adquirir erliquiose e a temida febre maculosa. Para tratar os pets da melhor maneira possível, indique um veterinário qualificado para medicá-los corretamente. Orientar os clientes, além de ético, é uma forma de fidelizá-los, já que perceberão que você está interessado, acima de tudo, no bem-estar de seus animais de companhia.  


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