PERIGOS DO VERÃO

Categoria: Acervo

Autor(a): Marcelo Quinzani | Colaborador(es): Jornalismo Top.CO | Cidade: Campinas/SP | 08/01/2018 - 10:30

Pulgas e carrapatos, leptospirose e hipertermia assombram os pets no período mais quente do ano
Stock photo © vatep

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A principal característica do verão brasileiro, em grande parte do país, é o aumento da temperatura. O calor e as fortes chuvas, que juntos resultam em ambientes bastante úmidos, são responsáveis por alguns perigos que o verão oferece para os animais de estimação.
Ambientes úmidos são propícios para a proliferação de pulgas e carrapatos. A chuva, por sua vez, é responsável por alagamentos, aumentando a disseminação da leptospirose. E, além do perigo oferecido por esses parasitas e das doenças que eles causam, cães e gatos ainda sofrem muito com as altas temperaturas, principalmente em ambientes fechados ou em situações de estresse.

Assim, se enumerarmos os riscos para cães e gatos no verão, podemos destacar as infestações por pulgas e carrapatos, a leptospirose e a hipertermia como principais.

 

PULGAS E CARRAPATOS

Esses pequenos parasitas encontram na estação mais quente do ano as condições ideais para reprodução, fazendo com que nesse período aconteçam as grandes infestações.

A presença desses parasitas no animal o leva, inicialmente, a ter um grande desconforto e muita coceira, o que pode deixar o animal mais irritado, impaciente e incomodado além de causar, pelo atrito das patas, lesões de pele nas áreas picadas pelo parasita.

Além desse visível desconforto, muitos animais apresentam alergia à picada desses parasitas, podendo desenvolver quadros graves de alergia e irritação da pele, com queda de pelagem, perda de peso e intensa irritabilidade. A pulga geralmente está associada à alergia de pele que alguns cães e gatos podem desenvolver no decorrer da vida. A DAPP (Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas) é um processo alérgico manifestado na pele dos cães e gatos que entram em contato com o aparelho bucal e a saliva desses insetos. Nesses casos, os tratamentos indicados envolvem antialérgicos e a eliminação dos parasitas do animal e do ambiente utilizando medidas preventivas e dedetização do local onde o pet vive. 

Além da irritação da pele causada pela picada dos parasitas, algumas doenças graves podem acometer os animais se as pulgas e os carrapatos estiverem contaminados. As principais doenças que cães e gatos picados por parasitas contaminados podem adquirir são a erlichiose, babesiose, micoplasmose (hemobartonelose), anaplasmose, doença de Lyme, febre maculosa e hepatozoonose. 

Além dessas doenças, as pulgas participam efetivamente do ciclo de um parasita intestinal chamado Dipylidium, que incomoda muito cães e gatos e pode causar diarreia e perda de peso. Dentre as doenças transmitidas pela picada de carrapatos contaminados, a babesiose e a erlichiose são as mais comuns no Brasil.

A babesiose acomete em proporção acentuadamente maior os cães em relação aos gatos e é transmitida pela picada ou pela ingestão do “carrapato marrom do cão” (Rhipicephalus sanguineus). Após a infecção, o período de incubação (antes dos sintomas) pode ser de muitos dias ou até semanas. Esses microrganismos se multiplicam no interior das hemáceas, resultando em processos anêmicos sérios e de difícil tratamento. As transfusões de sangue são recomendadas em animais anêmicos apenas durante o tratamento. 

Outra doença muito comum transmitida por carrapatos é a erliquiose, causada pelo parasita Erlichia canis. A presença dele na circulação sanguínea de cães e gatos causa febre, dores musculares e articulares, diminuição do número de plaquetas, levando a sangramentos disseminados, com convulsões, anemia e hemorragia. Se não tratada a tempo, muitos animais vêm a óbito. A gravidade dos sintomas varia de acordo com a imunidade do hospedeiro, do organismo envolvido e de infecções concomitantes. 

 

LEPTOSPIROSE

Essa doença é causada por uma bactéria transmitida pela urina de ratos, que causa graves infecções em um grande número de mamíferos, inclusive no homem. O verão e as épocas de chuvas ajudam a disseminar essa bactéria, que encontra na água das enchentes um veículo para sua sustentação e propagação. Muitos ambientes infestados por ratos, como bueiros, esgotos e terrenos baldios, tornam-se ambientes vulneráveis, pois enchentes, enxurradas e inundações podem ajudar na disseminação do parasita. Assim, é muito comum que quintais e mesmo áreas internas das casas sejam invadidas por água de chuva contaminada. O contato dessa bactéria com feridas cutâneas infecta cães e pessoas, levando a graves quadros de insuficiências renal e hepática. 

A prevenção da leptospirose em cães se faz com as vacinações periódicas (anualmente ou semestralmente) e com controle das populações de roedores. Os sintomas mais comuns são apatia, febre, icterícia (mucosas da boca amareladas), urina mais escura e vômitos. A vacinação regular, o controle de roedores e a limpeza do ambiente, deixando-o livre de restos alimentares, de fezes de animais e de lixo ajudam no controle da doença.


HIPERTERMIA

A hipertermia, ou tecnicamente conhecida como “heat stroke”, pode ocorrer tanto em cães quanto em gatos. Apesar disso, é mais comum os cães apresentarem essa elevação de temperatura, principalmente por causa do comportamento típico da espécie e pela interação com o homem, que muitas vezes realiza atividades ao ar livre em horários quentes do dia junto com seu pet. A manutenção da temperatura corpórea nos cães depende muito da respiração, já que a troca de calor é diferente da transpiração da pele humana. Cães não têm essa capacidade de liberar calor pelo suor, assim dependem da respiração para controlar sua temperatura. Por essa razão, é muito comum vermos os cães com a língua para fora e respirando rapidamente. Se o calor for muito intenso, se houver estresse ou mesmo se o cão for braquicéfalo, como o Bulldog, Pug, Shih Tzu, Lhasa Apso, Boston Terrier, Pequinês entre outros, o controle da temperatura por meio da respiração pode ser mais difícil.

A elevação súbita da temperatura gera prejuízos para os sistemas respiratório e circulatório, sendo muitas vezes fatais. Assim, para evitar que o cão tenha hipertermia temos que tomar alguns cuidados como:

• Evitar  passeios e atividades físicas nas horas mais quentes do dia. No verão, mesmo nos horários mais frescos, os passeios devem ser mais curtos e sempre em áreas com sombras, além de levar água fresca para o animal beber.

• Evitar banhos com água quente e o uso de secador quente. Se durante o banho o animal ficar agitado, deve ser interrompido até que ele se acalme. É muito comum na tosa ou escovação de pelos embolados que o pet fique estressado por desconforto e dor, deixando-o ofegante e suscetível à hipertemia.

• Nunca deixar o animal em local fechado e quente, muito menos dentro do carro estacionado, mesmo que o vidro esteja aberto.

• Animais que ficam em quintais devem ter sempre uma área protegida do sol e água fresca à vontade.

• Evitar treinamento e atividades físicas intensas no verão.

• Em raças braquicéfalas os cuidados devem ser redobrados.

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