O MÉDICO VETERINÁRIO: PROFISSIONALISMO X AMADORISMO

Categoria: Administração

Autor(a): Patrícia Galante | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas | 13/07/2017 - 12:05

Para se sobressair, profissional deve investir em uma clínica com bons equipamentos e estrutura
Stock photo © yacobchuk

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Até bem pouco tempo, um estudante de medicina veterinária interessado em trabalhar com pequenos animais aguardava ansiosamente o final da formação universitária para montar sua clínica e começar a atender cães e gatos. Essa realidade vem mudando já há algum tempo a partir do momento em que a sociedade e o próprio mercado passaram a ser mais exigentes tanto com o profissional, quanto com o ambiente em que ele atende. Se antes o veterinário saía um generalista inexperiente, que iria aprender nas dificuldades do dia a dia, agora o profissional é impelido a se especializar para atender as demandas envolvidas no mercado pet. E se antes o consultório ou clínica veterinária se resumiam apenas a uma mesa e um estetoscópio, agora a exigência é de padrões de grandes clínicas e hospitais humanos.

CONSULTÓRIO ADEQUEADO PARA ATENDIMENTO

O próprio Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) mantém sempre uma atualização de suas resoluções adequando os estabelecimentos veterinários aos princípios básicos de higiene e bem-estar animal, isto é, para montar um estabelecimento veterinário não basta uma boa formação e boa vontade, é preciso estar criteriosamente envolvido com as legislações que regulamentam o setor e, para isso, é preciso que o médico veterinário esteja frequentemente se informando. A última resolução do CFMV- nº 1015, de 09 de novembro de 2012, determina que salas cirúrgicas de hospitais e clínicas veterinárias, por exemplo, estejam equipadas com mesa cirúrgica impermeável, equipamentos de anestesia inalatória com ventiladores mecânicos, equipamentos para monitorização anestésica, sistema de iluminação emergencial, desfibrilador, foco cirúrgico, instrumental para cirurgia em qualidade e quantidade suficientes adequadas à rotina, bombas de infusão, aspirador cirúrgico e mesas auxiliares. Em relação à portaria antiga (nº 670, de 10 de agosto de 2000), aumentaram vários itens. Portanto, os médicos veterinários devem providenciar aparelhos como monitor anestésico, bomba de infusão, desfibrilador e, mais importante, aprender a trabalhar com eles em seus estabelecimentos. Além de aumentar a quantidade de material básico de trabalho, como instrumental e mesas.

CUIDADOS COM A HIGIENE DO LOCAL

Em caso de internações de animais, é importantíssimo que os materiais utilizados sejam de mais fácil higienização possível, principalmente nos setores de isolamento de doenças infecto-contagiosas. Ainda pela resolução nº 670, mesa e pia de higienização devem estar presentes nesse setor, assim como baias, boxes ou outras acomodações individuais e de isolamento, com ralos individuais para as espécies destinadas e de fácil higienização, e com coleta diferenciada de lixo, obedecidas as normas sanitárias municipais e/ou estaduais. Muitos estabelecimentos não demonstram cuidados especiais, como ausência de pia e mesas, além de internação de animais em gaiolas reutilizadas ou de material que dificulta a higienização.

Isso tudo é importante na profissionalização cada vez maior do médico veterinário, pois a estrutura do ambiente em que se trabalha denuncia a preocupação e a seriedade do profissional com seu cliente e com o bem-estar do animal que está sendo atendido. Clínicas veterinárias mal-cuidadas e mal-higienizadas, sem equipamentos e estrutura necessários, com apenas um profissional para fazer todos os serviços, desde atender um telefone até a limpeza do consultório, estão com dias contados, pois denotam amadorismo. Do que adianta um ótimo profissional, que atende bem seu cliente e faz um trabalho excelente em termos de diagnóstico e tratamentos, mas seu hospital, clínica ou consultório é aparentemente sujo, com mesas, armários ou materiais sucateados? Paredes descascando? Sala cirúrgica sem a estrutura mínima recomendada?

Portanto, a profissionalização do médico veterinário passa não só pela qualidade de sua formação e especialização, mas também pela qualidade de seu atendimento aos clientes e animais de modo geral, que, na prática, se concretiza na estrutura e condições adequadas para o funcionamento do estabelecimento veterinário, desde a recepção, passando pelo consultório e internação, até o centro cirúrgico.

Patrícia Galante

Médica veterinária pela UFU e mestre em Clínica e Cirurgia pela UFF

 

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