EVITE PÉSSIMOS FUNCIONÁRIOS EM SEU PET SHOP OU BANHO E TOSA

Categoria: Administração

Autor(a): Júlio Mangussi | Colaborador(es): Jornalismo Top.Co. | Cidade: Campinas-SP | 19/04/2017 - 16:32

Saiba como escolher melhor sua equipe e identificar os colaboradores que estão prejudicando a produção do seu pet shop, banho e tosa ou clínica veterinária
Foto meramente ilustrativas:  ©iStockphoto.com

Foto meramente ilustrativas: ©iStockphoto.com

Na edição 182 da Revista Pet Center perguntamos aos leitores por meio do site: Qual a principal característica de um péssimo funcionário em uma loja pet? A maioria dos internautas entende que a falta de comprometimento é a principal delas. Saiba como identificar essa e outras e evite que a produção da sua empresa pet seja afetada. 


 

 

 

 

 

 

Falta de comprometimento, desonestidade e arrogância. Características comuns em péssimos funcionários e que colocam em risco a produção da empresa. Não é novidade que uma boa equipe é essencial para manter o padrão de qualidade de qualquer loja do setor pet. Trata-se do combustível do empreendimento. Por isso, a entrega e a confiança entre patrão e funcionário precisam ser mútuas. 

O coach empresarial Emilio Hummel conta que já escutou muitos empresários se queixando da qualidade de sua equipe. Vários relatos detalhavam que não conseguiam, mesmo com anos de trabalho, formá-las e que, a cada dia, os colaboradores pareciam menos comprometidos. “Inicialmente eu faço apenas duas perguntas:  Quem é o responsável por contratá-los? E será que não existe algo neste processo que possa ser otimizado?”, provoca.

 

FAÇA A ESCOLHA CERTA
 

Emilio avalia que os empresários têm se dedicado a contratar colaboradores por sua experiência e perfil técnico e, na maioria das vezes, dispensá-los por desvios comportamentais. “Hoje dispomos de algumas boas ferramentas no mercado, que nos auxiliam na predição do comportamento, antes mesmo de contratá-los, assim como nos ajudam a direcionar as pessoas certas aos cargos e postos de trabalho mais adequados aos seus perfis comportamentais, aliados à experiência e competências técnicas.” 

De acordo com o consultor empresarial Paulo Ancona, a contratação deve ser feita a partir de algumas premissas. A primeira é por realmente necessitar e não para suprir deficiências de outros membros da equipe. Constatada e comprovada essa necessidade, é preciso saber o que se espera desses novos colaboradores. “As atribuições e responsabilidades devem ser repassadas ao candidato de forma clara e todos os demais funcionários também devem ser informados para evitar problemas futuros.”

Segundo Paulo, o candidato deve atender a dois aspectos básicos: possuir as competências e capacidades necessárias e se encaixar no perfil da empresa e de suas funções. “Não se deve contratar quem não demonstra não aceitar ou não ter condições de fazer parte da forma como a empresa atua. Ele deve se ajustar à empresa e não a empresa a ele”, recomenda.

Uma das formas de conhecer aspectos de personalidade ou competência dos candidatos é, além de uma entrevista conduzida por um profissional de RH, solicitar que o candidato responda alguns testes – empresas especializadas em RH podem ajudar na formulação destes. É uma maneira de entender e conhecer os mais variados aspectos da pessoa: suas principais competências, formas de se relacionar, automotivação, se é mais proativo ou reativo, e muitos outros.

Os empresários que têm obtido sucesso na contratação e retenção de colaboradores são os que integram o novo membro o mais rápido possível e, desde o princípio, deixam claras e formalizadas as “regras do jogo”. Dessa forma, segundo Emilio, torna-se possível avaliar, rapidamente e de maneira objetiva, o desempenho deles.

Por meio do seguimento contínuo de metas objetivas, é possível detectar variações na performance dos colaboradores e atuar de forma preventiva. “Em algumas dessas situações detectamos que o problema é de origem externa, porém conseguimos também descobrir os de origem interna e atuamos na correção”, diz Emilio. “Ao perceber qualquer fator que vai contra os valores de sua empresa, o empresário deve atuar imediatamente para evitar que volte a se repetir ou prejudique o ambiente de trabalho, o que certamente irá afetar o resultado do seu negócio”, completa. Dentre as características mais comuns entre tais funcionários estão:

 

FALTA DE COMPROMETIMENTO

 

Péssimos funcionários, geralmente, não são comprometidos com a empresa. Não cumprem prazos, não respeitam acordos com clientes ou pactos firmados com o patrão. Sempre com alguma desculpa diferente, nunca conseguem produzir resultados para a loja. A cada nova tarefa, uma reclamação. Quando recebe algum tipo de crítica, ignora-a e torna a repetir os erros por ser orgulhoso. A prática mais usual desse tipo de colaborador são os clássicos atrasos: chegam mais tarde e saem mais cedo. Nunca respeitam os horários corretamente. “O comprometimento é consequência da satisfação que ele vai ter em relação ao ambiente, forma de supervisão exercida sobre ele, salário, funções e condições de desenvolvê-las e se sentir realizado”, diz Paulo.

 

FALHA NA COMUNICAÇÃO ENTRE AS PARTES

 

Um bom líder deve motivar sua equipe, saber valorizá-la. Não basta apenas exigir resultados e fazer cobranças. É preciso, também, elogiar e motivar os funcionários quando objetivos são conquistados. A equipe precisa se sentir inserida, parte da empresa. Para isso, indica-se estreitar o relacionamento, propiciando um clima agradável. 

Também é imprescindível que o líder exponha os valores da loja, assim o colaborador entenderá quais são seus limites. O empresário deve planejar e delinear detalhadamente seus projetos e objetivos. É preciso organizar a equipe de maneira produtiva, de acordo com as particularidades do negócio. Organização e motivação são elementos importantíssimos para evitar que funcionários improdutivos surjam na equipe. 

 

DESCONTROLE EMOCIONAL

 

Funcionários que gritam, alteram-se e, facilmente, se irritam com outros membros da equipe interferem negativamente no ambiente da empresa. Cria-se uma cultura de desrespeito no ambiente profissional, como se tais atitudes fossem normais e permitidas. Por isso, elas devem ser coibidas imediatamente, assim que constatadas. Da mesma maneira, é extremamente negativo profissionais que entram em pânico ao saber de novos desafios. Esse sentimento pode contaminar toda a equipe. 

 

COMPETIÇÃO POR CARGOS NA EMPRESA DE FORMA DESLEAL

 

Mentir, criar intrigas e espalhar boatos são características de um péssimo funcionário. Ele certamente não reconhecerá o trabalho alheio e ainda colocará a confiança da equipe em jogo. 

 

DEMISSÃO: QUANDO ELA É NECESSÁRIA? 

 

De acordo com Paulo, a demissão deve ser a última opção, não só pelo que causa ao funcionário, mas também pelo desgaste dentro da empresa e o custo que representa. “Seu custo é alto. É preciso avaliar quais fatores que causaram um baixo desempenho, pois muitos deles podem estar dentro da empresa. Falta de supervisão ou de treinamento adequado e seleção mal feita podem ser citados, entre outros fatores”, explica. Na melhor das hipóteses, deve-se partir do ponto de que o gestor selecionou mal e isso deve ser corrigido. As demais razões de uma demissão, normalmente, deveriam levá-lo a refletir o que causou aquilo e melhorar esses aspectos. “Isso é caminhar para um profissionalismo maior. Apesar de ser um problema, é uma oportunidade para o empresário olhar para dentro do próprio negócio e ver o que pode ser feito para corrigir as causas de uma demissão.”

Agradecimentos: 

 

EMILIO HUMMEL - Business coaching da ActionCOACH - empresa de business coaching para pequenas e médias empresas e franquia de coaching.  | www.actioncoach.com.br
 

PAULO ANCONA -  Diretor da consultoria Vecchi Ancona - Inteligência Estratégica | www.vecchiancona.com.br

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