Vitrine no mercado pet: grande potencial

Categoria: Administração

Autor(a): Jornalismo Top.Co. | Colaborador(es): Patrícia Rodrigues | Cidade: Campinas | 11/09/2013 - 16:42

Especialista divide sua visão sobre as diferenças culturais na vitrine e dá algumas dicas aos lojistas para este ano de “Copa do Mundo” nos negócios pet
Vitrine no mercado pet: grande potencial Foto meramente ilustrativa: Divulgação

Vitrine no mercado pet: grande potencial Foto meramente ilustrativa: Divulgação

Para o consumo, a Copa do Mundo pode ser uma faca de dois gumes: se o Brasil perde um jogo, ninguém compra. Se ganha, consome mais. A alegria de um jogo vencido interfere na autoestima, faz o brasileiro acreditar mais no futuro e se arriscar mais. Quando o país se destaca em algo, aumenta o potencial de consumo. “Eu posso comprar! Acredito num futuro melhor!”.
Essa é a vulnerabilidade da temporada de Copa do Mundo. “O brasileiro consome o futebol, não tanto o produto”, diz Patrícia Rodrigues, profissional do Visual Merchandising e proprietária da empresa Vitrina & Cia, empresa pioneira e especialista no tema há 25 anos. Ainda segundo a especialista, o varejo cria grandes expectativas nesse período, mas o mercado pet ainda não aproveita todo o seu potencial. Confira as dicas de Patrícia para os lojistas dos negócios pet.

Revista Pet Center - Como as diferenças culturais de um povo influem na montagem e no visual de uma vitrine?
Patrícia Rodrigues - A vitrine é um reflexo do ambiente em que vive. Tem uma função social, urbanística e cultural que vai além das vendas. Através dela, podemos fazer uma leitura ampla do macroambiente de seu contexto. Um reflexo cultural de costumes locais. Não existe certo e errado, mas diferentes culturas para serem interpretadas no ponto de venda.
Aqui no Brasil quando está tudo bem, dizemos que “está tudo azul”, mas se dissermos isso em outro país não faz o mesmo sentido. A matéria-prima encontrada facilmente no Sudeste para a produção de uma vitrina não é a mesma no Nordeste. Agora imagine o distanciamento cultural que acontece quando comparamos dois países? Portanto, a vitrina deve ter a responsabilidade de conhecer e estudar o comportamento de seu público para traduzi-lo em referências estéticas no ponto de venda, assim como um livro aberto descreve sobre um povo.

Revista Pet Center - Como o lojista do mercado pet pode aproveitar, de maneira mais concreta, um evento como a Copa do Mundo para atrair clientes e vender mais?
Patrícia Rodrigues - Nessa época esportiva o varejo não tem muito segredo, deve ter o uso explícito das cores do Brasil. Aproveitar o momento para integrar produtos que incorporam essas cores e que façam associação ao futebol. Assim, a explosão das cores patriotas e a bandeira do país são as referências que o Visual Merchandising não pode fugir, mas os lojistas podem apostar na utilização de muito neon e de materiais mais tecnológicos como um diferencial.

Revista Pet Center - Quais os elementos que não podem faltar numa vitrina de uma loja pet?
Patrícia Rodrigues - Independente do setor, todas as lojas em geral, precisam de clareza da informação e apelo emocional evidente. O consumo do PET tem a proposta do “amor que se compra”, exemplo de apelo afetivo e emocional que sempre se posiciona em 1° lugar na escala de venda.
Outra questão importantíssima é tornar a vitrine aplicativa. O mercado PET tem constantemente uma quantidade de novidades enorme, assim como a quantidade extensa de produtos que são lançados. Para isso, a vitrine tem o papel de ser educativa e explicativa para facilitar a leitura do consumidor.

Revista Pet Center - Qual a linguagem mais adequada para atingir o público-alvo dos animais de estimação?
Patrícia Rodrigues - A linguagem que desperta afetividade como o ato de cuidar um animal de estimação na hora de trocar a sua água e dar comida. Se essa sensação e sentimento for ilustrada numa vitrine de uma forma criativa pode chamar mais atenção do que uma vitrine sem proposta alguma.

Revista Pet Center – Muitos donos de pets adotam animais de estimação por solidão. Este aspecto do mercado pet deve ser abordado nas vitrines?
Patrícia Rodrigues - Nunca. Vitrine é um espaço politicamente correto que não são tratados assuntos que nos fazem refletir. A vitrine deve nos dar sensações, apresentar clareza para uma positiva reação à ação criada no ponto de venda. Ninguém tem uma reação positiva à solidão. A interpretação de uma vitrine deve ser inconsciente e o Visual Merchandising tem muitos recursos através de cores e elementos construídos num cenário que podem despertar este desejo.

Revista Pet Center - Se os clientes compram sonhos, como descobrir os sonhos da clientela de uma empresa pet?
Patrícia Rodrigues - É relativo, pois cada segmento tem um perfil do consumidor, um público, um sonho. No mercado pet, há a necessidade de ser analisado, desenvolver um histórico do que dá certo e o que não dá. Atinge todos os públicos, não tem uma especificidade no que diz respeito ao perfil do consumidor como é possível definir no segmento de sapatos, por exemplo. O público pet sustentado pelo afeto não tem raça, classe social e nem idade. No entanto, tem alto fluxo de verba e é bem estruturado, pela atuação forte do trade marketing das indústrias, que segue o mesmo conceito de supermercados pela disposição das gôndolas, diversidade de produtos, entre outros, mas, no próprio ponto de venda, o Visual Merchandising deveria ser melhor explorado e trabalhado.

 

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